Cogito ergo sum – René Descartes, 1596 – 1650

Cogito, ergo sum  René Descartes, 1596-1650 Facilmente reconhecível, essa elocução que consta do título acima é associada a seu autor, o filósofo René Descartes. Vamos discorrer um pouco sobre ele, afinal, ele é a pessoa que, pela primeira vez, admite sua condição de ser humano porque podia reconhecer-se como tal; ele pensou e emitiu sua reflexão de forma peremptória, não deixou dúvida sobre a importância da racionalidade como a grande nota que marca nossa individualidade seja biológica, ou ainda na esfera da vida em sociedade. René Descartes nasceu em 1596, na região central de França, em uma cidade que, atualmente, ostenta seu nome em sua homenagem; morreu em 1650, em Estocolmo, onde foi conselheiro da rainha Cristina desde o ano anterior. Descartes editou inúmeras obras, e escreveu sobre os mais variados assuntos, entre eles, epistemologia, metafísica, física, óptica, matemática, moral, biologia, e princípios do que viria a ser, quase três… Continue a ler »Cogito ergo sum – René Descartes, 1596 – 1650

Aleph, a esfera que tudo reflete – Jorge Luis Borges, 1899 – 1986

Aleph, a esfera que tudo reflete  Jorge Luis Borges, 1899 – 1986 Jorge Luis Borges, escritor argentino, nasceu em Buenos Aires, em agosto de 1899 e morreu em Genebra, Suíça, em junho de 1986. Foi autor de contos, mas também foi ensaísta, poeta e tradutor, além de ter sido igualmente uma figura-chave tanto para a literatura em língua espanhola, como para a literatura universal. Seus dois livros mais difundidos são “Ficções”, uma coletânea de contos, publicada pela primeira vez em 1944,  e “O Aleph”, impresso em 1949, também um conjunto de relatos breves. Essas duas obras conectam-se através de seus temas comuns, como os sonhos, os labirintos, a filosofia, as bibliotecas, os espelhos, autores fictícios, a mitologia europeia, sobretudo a clássica e a anglo-saxã, e ainda as histórias de heróis populares, mesclando a realidade com a fantasia e os feitos com a ficção; como consequência, esses livros contribuíram muito para… Continue a ler »Aleph, a esfera que tudo reflete – Jorge Luis Borges, 1899 – 1986

O Senhor da torre – Michel de Montaigne, 1533-1592

O Senhor da torre Michel de Montaigne, 1533-1592 Em nossa coluna de hoje, falaremos de um autor que viveu os últimos vinte anos de sua vida confinado em sua torre, localizada em seu castelo; por isso, o chamamos de o Senhor da torre. Este senhor enclausurado chama-se Michel de Montaigne, francês que nasceu e viveu no século XVI, entre os anos de 1533 e 1592, em uma época particularmente atribulada por sectarismos e ambições que terminam nas chamadas guerras de religião, as quais expressam, na realidade, a luta pelo trono, pelo poder. Considera-se Montaigne um filósofo, um escritor humanista e moralista da Renascença, além de um  autor erudito, precursor e fundador das ciências humanas e históricas. Nasceu em uma família abastada, rica em bens materiais como em conhecimentos culturais, e usufruiu de uma educação de excelente qualidade, recebendo aulas em grego e em latim, familiarizando-se com grandes pensadores da Antiguidade… Continue a ler »O Senhor da torre – Michel de Montaigne, 1533-1592

“Contos exemplares” (1616) – Miguel de Cervantes (1547-1616)

“Contos exemplares” (1616) Miguel de Cervantes (1547-1616) Miguel de Cervantes Saavedra nasceu em Alcalá de Henares, cidade que se localiza nos arredores da capital espanhola, Madrid, e a data de seu nascimento não é certa, mas provavelmente tenha sido em 29 de setembro de 1547; ele morreu em Madrid, em 22 de abril de 1616, e atualmente, seus restos encontram-se em um monumento erigido em sua honra, na igreja de Santo Ildefonso do convento das Trinitárias. Cervantes foi romancista, poeta, dramaturgo e, quando jovem, foi soldado do rei Carlos I de Espanha, na batalha naval de Lepanto, na Grécia, no ano de 1571. A chamada Liga Santa, da qual Espanha participa, sai plenamente vitoriosa desse episódio contra o Império Otomano, e dele Miguel de Cervantes resultou ferido, perdeu a mobilidade da mão esquerda, o que lhe valeu o apelido de “o manco de Lepanto”. Esse fato será retomado pelo autor,… Continue a ler »“Contos exemplares” (1616) – Miguel de Cervantes (1547-1616)

Um grande amigo!

Um grande amigo! Hoje, dedicamos algumas linhas a um grande amigo: ele é fiel, pois podemos confiar nas palavras que nos transmite, é estável, visto que constante, as novidades não o assustam, ao contrário, ele acaba por aceitá-las, e ainda é muito prestativo, já que ele tem o hábito de nos ajudar; falamos de quem gostamos muito, o dicionário! Um dicionário é uma obra de referência que contém um conjunto de palavras de uma língua ou de um campo do conhecimento, palavras essas apresentadas em ordem alfabética e fornecedoras de uma definição, ou explicação, ou correspondência, tais como sinônimo, antônimo, etimologia. Há dicionários unilíngues, bilíngues e até portadores de palavras em diversas línguas, da mesma maneira que há obras dedicadas a temas especiais, como os dicionários jurídicos, ou do comercio, da geografia, e assim  por diante; ainda há os dicionários que explicam as coisas, os fenômenos, sendo conhecidos como enciclopédias… Continue a ler »Um grande amigo!

Renascimento

Renascimento O Renascimento apresentou-se como uma importante mudança de visão do mundo em relação à Idade Média, e ainda teve repercussões consideráveis sobre as épocas moderna e contemporânea. Esse período de transição entre a era medieval e os tempos modernos ocorre entre os séculos XV e XVI, na Europa. A Renascença caracteriza-se por uma série de mudanças políticas, econômicas , sociais e intelectuais. Não é por acaso que, nessa época, desponta o movimento humanista, ou seja, a concepção filosófica que situa o ser humano e seus valores no centro do pensamento. O humanismo caracteriza-se pelo retorno aos textos antigos, às obras históricas, literárias e poéticas da cultura greco-romana, e pela modificação dos modelos de vida, de escrita e de reflexão; a vida passa a contar com o ser humano como sua referência essencial, alterando, assim, a influência opressora e exclusiva do elemento divino ou sobrenatural. Desta forma, desponta o naturalismo,… Continue a ler »Renascimento

Bibliotecas

Bibliotecas Biblioteca é o lugar onde são guardados livros. O termo chega ao português em meados do século dezesseis, via latim, e ele origina-se do grego, onde “biblion” significa “livro” e “thêkê” é o lugar de seu depósito. Biblioteca pode igualmente ter o sentido de coleção de livros, seja essa institucional ou particular, também designa o local onde alguém estuda, como, por exemplo, a biblioteca da escola, e ainda pode referir-se à informática, onde biblioteca é a coleção de rotinas a que um programador recorre para desenvolver programas. Ainda no domínio da modernização e já no século vinte, surgem bibliotecas que abrigam diversos meios de informação e cultura, tais como diapositivos, filmes, livros, jornais, discos, CDs, e essas são chamadas mediatecas. Bibliotecas existem há muito tempo, sendo considerada a mais famosa da Antiguidade, sem dúvida, a Biblioteca da Alexandria. Alexandria localiza-se no nordeste do Egito, sobre o mar Mediterrâneo, e… Continue a ler »Bibliotecas

O Corpo dança – Grupo Corpo

O Corpo dança – Grupo Corpo A dança é libertária, ela desembaraça nossos gestos e sentimentos, o que resulta na liberação de tudo o que nos perturba ou incomoda. Mesmo que nem todos nós pratiquemos esse exercício de “limpeza emocional” através dos movimentos da dança, existe em nosso país, felizmente, um grupo profissional que o faz com muita arte e técnica, e que nos proporciona momentos de intensa satisfação; trata-se do Grupo Corpo. Esta companhia de dança foi fundada em 1975 e existe, portanto, há quase meio século; foi criada por Paulo Pederneiras, em Belo Horizonte, e atualmente, encontra-se na categoria de uma das dez mais prestigiosas companhias de dança do mundo. Em sua trajetória, o Grupo Corpo estreia sua primeira criação no ano seguinte; trata-se de “Maria Maria”, com música original assinada por Milton Nascimento; o balé ficou seis anos em cartaz e percorreu quatorze países. Esse êxito converte-se… Continue a ler »O Corpo dança – Grupo Corpo

O Teatro do Sol – A louca esperança de Ariane – Ariane Mnouchkine

O Teatro do Sol – A louca esperança de Ariane – Ariane Mnouchkine Em nossa coluna de hoje, destacamos um teatro, o Teatro do Sol, e sua fundadora e grande incentivadora, Ariane Mnouchkine, atriz, escritora e diretora francesa. Esse teatro localiza-se em Paris, no Parque de Vincennes, sua sede é uma antiga fábrica de pólvora do tempo de Luís XIV, e foi fundado em 1964. Quanto a sua criadora, trata-se de uma senhora de oitenta anos de idade, em vias de oitenta e um, a serem festejados no próximo dia 03 de março. O Teatro do Sol percorre uma longa jornada, mais de meio século de vida, e continua tão jovem quanto sua fundadora, uma pessoa inquieta e sábia; sábia porque Ariane sabe manejar os acontecimentos e reconhece que as confrontações resolvem-se com uma boa dose de inteligência e de “concentrada utopia”. O Teatro do Sol foi fundado como uma… Continue a ler »O Teatro do Sol – A louca esperança de Ariane – Ariane Mnouchkine

As Meninas de Velázquez – Diego Velázquez (1599-1660) – “As Meninas” (1656)

As Meninas de Velázquez – Diego Velázquez (1599-1660) – “As Meninas” (1656) Velázquez é considerado um dos principais representantes da pintura espanhola e um dos mestres da pintura universal. Passou os primeiros anos de sua vida em Sevilha, no sul da Espanha, aos 24 anos de idade instalou-se em Madrid, onde foi nomeado pintor do rei Felipe IV (1605-1665), e quatro anos depois torna-se “pintor da corte”, o que significa, à época, ser o artista encarregado de retratar os membros da família real ou ainda algumas famílias da nobreza. Como superintendente das obras realizadas no castelo real, o pintor tem acesso a diversas telas adquiridas na Itália, assim como esculturas da antiguidade, o que enriquece muito a coleção palaciana e a própria cultura da corte. Nos últimos dez anos de vida, seu estilo tornou-se mais esquemático e o pintor chegou a dominar perfeitamente a luminosidade em seus trabalhos. Seu catálogo… Continue a ler »As Meninas de Velázquez – Diego Velázquez (1599-1660) – “As Meninas” (1656)