Charlie Chaplin (1889-1977) – “Tempos Modernos” (1936)

Charlie Chaplin (1889-1977) – “Tempos Modernos” (1936) Charlie Chaplin nasceu em 1889, na Inglaterra, e morreu em 1977, na Suíça; ele foi ator, diretor, escritor, produtor e compositor, trabalhou em mais  de 80 filmes em 65 anos de carreira, e tornou-se um ídolo do cinema mudo graças a seu personagem, o Carlitos. Desde os cinco anos de idade, Chaplin trabalhou em espetáculos de variedades, ao lado de seus pais, os quais se apresentavam cantando e atuando em quadros cômicos. Ainda adolescente, foi observado por um empresário americano que o levou aos Estados Unidos, e lá ele participou de seu primeiro filme, em 1914, intitulado “Para ganhar a vida”; já em 1918, o jovem e talentoso ator passa a ser considerado como uma das personalidades artísticas mais conhecidas da América. No ano seguinte, em 1919, Chaplin torna-se sócio na fundação da companhia cinematográfica United Artists; é nela que ele realizará suas… Continue a ler »Charlie Chaplin (1889-1977) – “Tempos Modernos” (1936)

O homem enciclopédia – Denis Diderot (1713-1784)

O homem enciclopédia – Denis Diderot (1713-1784) – Enciclopédia ou Dicionário racional das ciências, das artes e das profissões (1747-1765)  Denis Diderot nasceu em 1713 e morreu em 1784, na França; ele foi escritor, filósofo e enciclopedista do Iluminismo, o movimento intelectual do século XVIII responsável pela revisão dos conceitos científicos e pela racionalidade crítica no questionamento filosófico, visto que o movimento iluminista implica recusa a todas as formas de dogmatismo, especialmente o das doutrinas políticas e religiosas tradicionais. Diderot foi também romancista, dramaturgo, contista, ensaísta, autor de diálogos filosóficos, crítico de arte, crítico literário e tradutor; ele é reconhecido por sua erudição, seu espírito crítico e por sua genialidade; em todos os gêneros em que se aventurou, ele deixou sua marca de inteligência e de inovação, tanto na literatura como no teatro, ainda no pensamento filosófico, até o apogeu de sua capacidade, quando cria e supervisiona a redação de… Continue a ler »O homem enciclopédia – Denis Diderot (1713-1784)

Machado de Assis (1839-1908) – “Missa do galo” (1893)

Machado de Assis (1839-1908) – “Missa do galo” (1893) Joaquim Maria, preto, de saúde frágil, neto de escravos alforriados, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1839 e foi criado pela madrasta, segunda mulher de seu pai, a qual se dedicou ao menino e o matriculou na escola pública; mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender e consta que trabalhou em uma padaria de propriedade de uma senhora francesa, onde aprendeu as primeiras lições de francês. Trabalhou depois em livrarias, o que lhe facilitou a leitura diária de obras clássicas; aos 16 anos de idade, publicou seu primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, e aos 17 conseguiu emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional tornando-se, a partir de então, colaborador efetivo de publicações diversas, jornais e revistas, inclusive como tradutor; surge, assim, nosso autor Machado de Assis. Foi poeta, cronista, ensaísta, contista, dramaturgo, romancista e… Continue a ler »Machado de Assis (1839-1908) – “Missa do galo” (1893)

Literatura – Victor Hugo – “Os Miseráveis”

Literatura – Victor Hugo – “Os Miseráveis” A literatura é um conjunto de obras escritas ou orais à quais se reconhece um valor estético. Ela permite ao autor manifestar suas emoções e seus pensamentos, enquanto revela aos leitores ou àqueles que escutam, o que ele tem em seu coração, o que ele transmite em letras, ou seja, sua mensagem. O termo “literatura” vem do latim “littera” (letra), e aparece no começo do século XII, na civilização europeia, como “coisa escrita”, depois evolui até o final da Idade Média, como “saber tirado dos livros”, e finalmente, no século XVII e seguintes, a literatura começa a adquirir seu sentido atual, ou seja, o conjunto de obras escritas ou orais que comportam uma dimensão artística. Na atualidade, permite-se pensar que seu alcance vai além, posto que a literatura visa educar, comunicar pensamentos, influenciar e até cativar seus leitores ou ouvintes; por isso a… Continue a ler »Literatura – Victor Hugo – “Os Miseráveis”

Teatro – Terceira parte: Teatro do absurdo – Rinocerite

Teatro – Terceira parte: Teatro do absurdo Rinocerite Essa palavra acima, “rinocerite”, não existe, na verdade, mas é ela que melhor exprime a situação que se instala e que contagia a todos em uma pequena e desconhecida cidade, em uma peça teatral chamada “Rinocerontes”, de Eugênio Ionesco. Essa obra teatral foi escrita em 1959 e encenada pela primeira vez na Alemanha e em seguida, em 1960, na França, além de ser o marco inicial do chamado “teatro do absurdo”. O teatro do absurdo é um estilo de teatro que aparece no século XX e que se opõe ao realismo, à época imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial, e o qual se caracteriza pela ruptura com os gêneros teatrais clássicos, como o drama ou a comédia, e ainda esse rompimento expressa-se na falta de continuidade ou de lógica aparente nas ações e falas, ou mesmo na ausência de diálogos entre seus… Continue a ler »Teatro – Terceira parte: Teatro do absurdo – Rinocerite

Teatro – Segunda parte – Molière: o Tartufo ou o Impostor

Teatro – Segunda parte Molière: o Tartufo ou o Impostor João Batista Poquelin nasceu em 1622, em Paris, e morreu em 1673, também em Paris. Esses dados não nos importariam nada se não fosse que, a partir de seus 21 anos de idade, João Batista se transformasse em Molière, o grande autor de comédias, de farsas e de comédias-balé, reconhecido mundialmente como um dos maiores dramaturgos da cultura ocidental, além de ter vários adjetivos derivados de seu nome artístico – como “molieresco” ou “o estilo de escrever ao modo de Molière” – e igualmente muitos termos criados por ele os quais entraram no vocabulário francês – como “tartufo” ou “hipócrita”. A obra de Molière, cerca de trinta comédias em versos ou em prosa, acompanhadas ou não de entradas de música e de balé, constitui um dos pilares do ensino literário francês; ela continua a obter um vivo sucesso na França… Continue a ler »Teatro – Segunda parte – Molière: o Tartufo ou o Impostor

Teatro – Primeira parte: Shakespeare, o Bardo inglês

Teatro – Primeira parte: Shakespeare, o Bardo inglês Segundo o grande escritor francês Victor Hugo (1802-1885), “o teatro é um ponto de vista da óptica, tudo deve e pode refletir-se ali”. Que bela definição, ao mesmo tempo concreta, já que “théatron” (em grego) ou “theatrum” (em latim) vem de olhar, colocar-se a uma certa distância para que se possa bem observar, e aí temos a mesma origem de ‘theoria’, aquilo que olhamos de longe, e também junta-se ali a possibilidade de tudo criar, de fazer acontecer qualquer coisa que nossa imaginação nos permita. Pois bem, em nossa fantasia, estamos no séc. XVI, nele permanecemos até o início do próximo, e nele encontramos a obra de um grande conhecedor da chamada “alma humana”, aquele que expôs implacavelmente sua trama de paixões, de intrigas, seus desejos obscuros e seus amores nem sempre realizados; falamos de William Shakespeare. O autor nasceu na região central… Continue a ler »Teatro – Primeira parte: Shakespeare, o Bardo inglês

Ópera – Terceira parte: Giuseppe Verdi

Ópera Terceira parte: Giuseppe Verdi               Em nossa coluna anterior, falamos de ópera e de dois de seus maiores compositores, Mozart e Beethoven, e ao final, declaramos nossa disposição de expor um pouco da obra de outro expoente musical, a saber, Giuseppe Verdi. Verdi nasceu em 1813, em Roncole, no norte da Itália, e morreu em 1901, em Milão; é um compositor romântico cuja extensa obra compreende não somente óperas mas também música instrumental, música vocal, música sacra, hinos, e entre suas maiores composições destacamos em ordem cronológica as óperas “Nabuco” (1852), “O trovador” (1853), “A traviata” (1853), “ Um baile de máscara” (1859), “Rigoleto” (1861), “A força do destino” (1862), “Dom Carlos” (1867), “Aída” (1871), a “Missa de réquiem” (1874), as óperas “Otelo”, (1887) e “Falstaff” (1893). Toda sua produção une o poder melódico à profundidade psicológica e histórica, a maioria de suas óperas… Continue a ler »Ópera – Terceira parte: Giuseppe Verdi

Ópera – Segunda parte: Mozart e Beethoven

Ópera Segunda parte: Mozart e Beethoven A ópera é uma obra musical e teatral para uma orquestra e cantores, calcada sobre um enredo que se chama libreto, o qual coloca em cena personagens e suas histórias, onde os diferentes papeis são cantados; assim sendo, a ópera é uma das formas de arte lírica do teatro musical ocidental. A obra, cantada por intérpretes possuindo um registro vocal determinado em função de seu papel e acompanhados por uma orquestra, tem como roteiro aquele livreto musicado em forma de árias, de recitativos, de coros, de intervalos, e ainda eventualmente embelezado pela dança. Tradicionalmente, considera-se que a ópera ocidental nasceu em Florença, Itália, no século XVII, e tem-se como a primeira “Orfeu”, criado em 1607 por Claudio Monteverdi. Em vários países europeus esse tipo de espetáculo desenvolve-se, desde então, destacando-se, certamente, Itália e Alemanha, sobretudo pelos expoentes musicais que lá exercem seus talentos e… Continue a ler »Ópera – Segunda parte: Mozart e Beethoven

Música e Ópera – Da música instrumental ao drama operístico – Primeira parte: Johann Sebastian Bach

Música e Ópera Da música instrumental ao drama operístico Primeira parte: Johann Sebastian Bach Nenhuma outra forma de arte nos faz ascendermos a um grau de satisfação espiritual e mesmo de apaziguamento harmonioso como a música. Talvez seja por isso que, na Grécia antiga, a música era considerada o conjunto de todas as artes; música significava a reunião dos trabalhos das musas; a palavra vem do grego mousikê, de mousê, «musa». As musas eram, por definição, as nove deusas que forneciam inspiração aos poetas, e entre elas, destacamos Euterpe, a “doadora de prazeres”, a entidade dotada de características divinas cuja função era estimular o aparecimento da beleza através da música. Mais de vinte séculos depois, nasce praticamente no coração da Alemanha, especificamente em Eisenach, mais um jovem na família de músicos, os Bach; esse é Johann Sebastian Bach, organista, cravista e compositor, que viveu de 1685 a 1750, quando morreu… Continue a ler »Música e Ópera – Da música instrumental ao drama operístico – Primeira parte: Johann Sebastian Bach