outubro 2021

“Teoria do medalhão” (1881), diálogo de Machado de Assis (1839-1908)  

“Teoria do medalhão” (1881), diálogo de Machado de Assis (1839-1908)   Todos sabemos que Machado de Assis é considerado um dos maiores ou, sem desprezo aos outros, o mais importante autor da literatura brasileira. Escreveu obras dos mais variados gêneros, foi romancista, poeta, cronista, dramaturgo, jornalista, crítico literário, até análise de um problema enxadrístico, o primeiro a ser publicado no país, deve-se a ele, que também era um excelente enxadrista. Há, ainda, um gênero em que talvez a genialidade de Machado destaque-se em toda sua exuberância; refiro-me ao conto. Apesar de essa excelência ter sido sempre apresentada pelo autor da maneira mais discreta possível – aparente paradoxo de seu estilo, trilhado permanentemente sobre traços de ironia, pois bem, em língua portuguesa não há textos que se sobreponham aos contos machadianos. Difícil torna-se escolher um entre eles, ainda assim, opto pelo diálogo de um pai com seu filho, intitulado “Teoria do… Continue a ler »“Teoria do medalhão” (1881), diálogo de Machado de Assis (1839-1908)  

Ferreira Gullar – 1930-2016 – A vida inventada – Poema Sujo

Ferreira Gullar, 1930-2016 – A vida inventada Poema Sujo   Ferreira Gullar, nosso autor de hoje – e de sempre – nasceu em São Luís do Maranhão, e na vida real chama-se José Ribamar Ferreira; ele explica o codinome pelo qual é conhecido tanto no país como no exterior: “Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é, pois, um nome inventado; como a vida é inventada, eu inventei o meu nome”. Iniciamos exatamente com esse agnome criado pelo próprio autor, o qual explica bem sua poesia; afinal,… Continue a ler »Ferreira Gullar – 1930-2016 – A vida inventada – Poema Sujo