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Ángel Campos Pámpano – Recanto do Poeta

Ángel Campos Pámpano Recanto do Poeta Ángel Campos Pámpano nasceu em maio de 1957, em San Vicente de Alcántara, na Espanha, à oeste no limite entre Espanha e Portugal. O autor ele foi poeta, professor e tradutor, ficou conhecido por ser defensor da cultura e da literatura de Portugal. Sua criação poética mais importante é “A Cidade Branca”, em 1988, uma obra pioneira de poesia contemplativa, impressionista e de forte impacto de seu conhecimento e descoberta da cultura portuguesa. Ángel for professor do ensino secundário nos institutos da Estremadura, no limite de Espanha,  e no Instituto Espanhol Giner de los Ríos, em Lisboa; ele foi responsável pela aproximação das relações culturais e poéticas entre as instituições e os indivíduos da região fronteiriça da Estremadura e de Portugal.  Traduziu para o espanhol as obras de importantes autores da literatura portuguesa do século XX, entre eles, Fernando Pessoa, Carlos de Oliveira, António Ramos… Continue a ler »Ángel Campos Pámpano – Recanto do Poeta

Poemas de Cesar Vallejo

Poemas de Cesar Vallejo   O poeta César Vallejo nasceu na província de Santiago de Chuco, no Peru, em março de 1892, e morreu em Paris, em abril de 1938. Viveu em uma situação pobre porque sua família era muito numerosa; em 1910, conseguiu ingressar na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Trujillo, mas não pode se formar por falta de dinheiro; sempre sofreu dessa condição, em toda sua vida. Finalmente, em 1915, chegou a se formar como professor em Trujillo, a terceira cidade mais populosa do país.  e a mais populosa do norte peruano. No ano de 1923, animado por amigos, decidiu mudar-se para Paris, onde conhecerá renomados pintores e escritores da época, e desde a ocasião de sua partida, nunca mais voltou ao Peru. O autor foi um poeta de tendência vanguardista, ou seja, ele produziu a ruptura de modelos preestabelecidos e defendeu o novo nas… Continue a ler »Poemas de Cesar Vallejo

Antonio Cícero – 6 de outubro de 1945

Antonio Cícero – 6 de outubro de 1945   Antonio Cícero Correia Lima é um dos escritores mais conceituados da literatura brasileira contemporânea, além de poeta também é compositor, crítico literário e filósofo. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL) e assumiu a cadeira 27, em agosto de 2017. Seus familiares veem do Piauí, seu pai foi um dos fundadores do Instituto Superior de Estudos Brasileiros, tendo sido também diretor do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), fundado em 1952, e mais adiante, em 1960, ele assume um cargo executivo no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que então acabava de ser criado, e toda a família se transfere para Washington, D.C.; é lá que Antônio Cicero fará seus estudos secundários, por dez anos. De volta ao Brasil, Cicero começa a cursar filosofia na PUC do Rio de Janeiro e, depois, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais… Continue a ler »Antonio Cícero – 6 de outubro de 1945

Antonio Machado – “Hoje é sempre ainda”

Antonio Machado “Hoje é sempre ainda”   Antonio Machado nasceu em julho de 1875, em Sevilha, na região de Andaluzía, no sul de Espanha. É o segundo filho – de sete –  em uma família respeitável, de tradição liberal e ligada ao livre pensamento; seu pai foi advogado e anteriormente seu bisavô fora filósofo e pensador conceituado, e seu avô foi Catedrático de Medicina e Ciências Naturais na Universidade de Sevilha. O jovem estudou na Instituição Livre de Ensino, o ILE, o que foi uma experiência pedagógica desenvolvida no país durante mais de meio século e considerada como uma renovação no ensino. Em 1889, pouco antes de quatorze anos de idade, Machado é aceito no Instituto Cisneros, dedicado ao segundo ciclo; em 1895, ainda não terminara seu curso, mas em 1906, se prepara para o concurso público de professor de francês em escolas secundárias, o que ele obteve no ano… Continue a ler »Antonio Machado – “Hoje é sempre ainda”

Uma mulher ganha o primeiro Prêmio Nobel ibero-americano

Uma mulher ganha o primeiro Prêmio Nobel ibero-americano   Ela é diplomata, professora, pedagoga e poetisa, sua terra natal é o Chile, seu nome oficial é Lucila Godoy Alcayaga, mas é mundialmente conhecida como Gabriela Mistral. Nasceu no ano de 1889, em Vicuña, região central de seu país, a aproximadamente seiscentos metros do mar, e morreu em Nova York, em 1957. Começou a trabalhar como docente em 1904, percorreu várias escolas em diversas regiões de seu país, algumas vezes foi criticada pelos preconceitos religiosos, mas ainda assim sempre progrediu como professora. Em 1910, então com vinte e um anos, prestou serviço como diretora de Liceu Feminino, no qual desenvolveu o ensino de trabalhos manuais, desenho, higiene e economia doméstica. Nessa época, Mistral observou e comentou que os “indígenas sabem amar sua terra”, e a seguir a docente partiu para trabalhar em áreas nativas, junto aos autóctones. Já em 1922, ela… Continue a ler »Uma mulher ganha o primeiro Prêmio Nobel ibero-americano

Pai contra mãe – Nem todas as crianças vingam – Machado de Assis, 1906

Pai contra mãe – Nem todas as crianças vingam Machado de Assis, 1906   Machado de Assis escreveu alguns contos particularmente impiedosos em sua vasta produção literária; um deles é “A causa secreta”, publicado em 1885, o qual já analisamos: ele é extremamente sombrio e característico do sadismo a que chega a natureza de seu personagem na sociedade em que ele vive. O outro intitula-se “A Igreja do Diabo”, de 1884, no qual se procura fundar uma religião própria, onde as pessoas seriam livres para praticar maldades; tal não se concretiza porque a tendência humana leva seus adeptos a praticarem o bem. Por outro lado, hoje vamos tratar de um terceiro conto, intitulado “Pai contra mãe”, no qual todas as crueldades são permitidas – e até aconselháveis – de se produzirem, visto que a sociedade assim o exige e assim o pratica. Falamos da escravidão no Brasil, que começou no… Continue a ler »Pai contra mãe – Nem todas as crianças vingam – Machado de Assis, 1906

Monteiro Lobato, nosso escritor do futuro

Monteiro Lobato, nosso escritor do futuro   Nosso querido contador de histórias infantis foi um futurista há quase cem anos. José Bento Monteiro Lobato nasceu na cidade de Taubaté, interior do estado de São Paulo em 1882, e faleceu na capital do mesmo estado em 1948, vitimado por tuberculose. Formado em direito, chegou a ser promotor público. Graças a uma herança deixada por seu avô, conseguiu com o tempo viabilizar seus projetos literários. Dedicado integralmente à literatura, foi contista, ensaísta, tradutor, editor e romancista. Cultivou também a fotografia e a pintura. Suas obras completas perfazem uma coleção de trinta volumes, sendo que dezessete deles são dedicados à literatura infantil. Foi um dos proprietários da Companhia Editora Nacional, tornando-se uma das personalidades literárias mais importantes do Brasil, até meados do século passado. Também passou a vida engajado em lutas pela modernização do país, como a exploração do petróleo e do ferro;… Continue a ler »Monteiro Lobato, nosso escritor do futuro

Aristóteles – Classe de filosofia – Nº2

Aristóteles – Classe de filosofia – Nº2 Retomamos nossas considerações sobre Aristóteles e desta vez, vamos explorar um pouco sua concepção sobre ciência, ao mesmo tempo em que se instala uma preciosa querela entre este sábio e seu mentor Platão. Inicialmente, Aristóteles distingue cinco virtudes intelectuais: a técnica – ou – arte, o conhecimento – ou – ciência, a sabedoria, a prudência e a inteligência. Entretanto, esta episteme ou conhecimento verdadeiro, de natureza científica, não corresponde à noção de ciência moderna porque ela não inclui a experimentação. Enquanto o conhecimento científico é considerado como a ciência das verdades eternas, já a técnica e a arte se consagram ao que o homem desenvolve, a sua produção. Além disso, enquanto a ciência deve ser aprendida em uma escola, por outro lado, a técnica vem da prática e do hábito. Prosseguindo: para Aristóteles, a ciência utiliza a demonstração como um instrumento de pesquisa;… Continue a ler »Aristóteles – Classe de filosofia – Nº2

Adélia Prado – “O poder humanizador da poesia”

Adélia Prado “O poder humanizador da poesia”   Daqui a um mês, nossa Adélia Prado festejará seus oitenta e sete anos. Ela nasceu em 13 de dezembro de 1935, em Divinópolis, cidade localizada no centro-oeste de Minas Gerais e a somente 120 km distante da capital, Belo Horizonte. A autora é poetisa, professora, filósofa, romancista e contista, e sua produção é ligada ao chamado movimento modernista de 1922, a saber, quando diversos autores e de múltiplas tendências artísticas propõem reformar aquela cultura considerada ultrapassada, em busca de uma arte atualizada e mais próxima da espontaneidade cultural. É por aí que vamos descobrir a literatura de Adélia, e encantar-nos com ela. Sua obra retrata o cotidiano com perplexidade e arrebatamento, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único. Em 1975, envia o manuscrito de sua coletânea “Bagagem” para a coluna de crítica literária… Continue a ler »Adélia Prado – “O poder humanizador da poesia”

Júlio Verne e a volta ao mundo em oitenta dias

Júlio Verne e a volta ao mundo em oitenta dias  Júlio Verne é um escritor francês que viveu de 1828 a 1905, reconhecido mundialmente como um dos maiores autores de romances de aventuras, carregados de emoções, mas também repletos de ensinamentos decorrentes dos progressos científicos que prosperavam no século XIX. Desde jovem, Júlio Verne escrevia romances e peças de teatro, mas foram seus relatos aventureiros que o alçaram ao sucesso, inclusive no exterior, em vários países e não só europeus. Em 1863, ele publica “Cinco semanas em um balão”, texto inédito em termos literários tanto para a leitura de jovens como para adultos. A partir de seu romance “Aventuras do Capitão Hatteras”, de 1866, suas obras passam a ser editadas em uma coletânea chamada “Viagens extraordinárias”, as quais reúnem sessenta e dois romances e dezoito contos, às vezes publicados em folhetins – ou capítulos – na “Revista de educação e… Continue a ler »Júlio Verne e a volta ao mundo em oitenta dias