P A G U – 1910 – 1962

P A G U (1910 – 1962)   Patrícia Rehder Galvão é conhecida como Pagu, ele nasceu em 1910, no interior de São Paulo, e faleceu em 1962, em Santos; a autora foi escritora, poetisa, encenadora, tradutora, desenhista, cartunista, jornalista e militante política. Pagu teve expressivo destaque no movimento modernista iniciado em 1922, embora não tivesse participado da Semana de Arte Moderna, tendo na época apenas doze anos de idade. Entretanto, aos dezoito anos, pouco depois de completar o curso na Escola Normal da capital paulista, integra-se ao movimento antropofágico, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. O apelido Pagu surgiu, então, de um erro do poeta modernista Raul Bopp, ao dedicar a ela, em 1928, o poema “Coco de Pagu”: “Pagu tem uns olhos moles / uns olhos de fazer doer. / Bate-coco quando passa. / Coração pega a bater. / Eh Pagu eh! / Dói porque é bom de fazer doer (…)”. Quanto à… Continue a ler »P A G U – 1910 – 1962

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho – Manuel Bandeira – 1886 – 1968  

Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho – Manuel Bandeira 1886 – 1968   Manuel Bandeira nasceu em Recife, ainda na infância viveu também no Rio de Janeiro e em São Paulo; aos 18 anos, foi diagnosticado como tuberculoso e a doença abortou seus planos de ser arquiteto; a seguir, interessou-se pela poesia. O autor produziu as obras poéticas marcadas pelo seu sofrimento e notabilizou-se pelo emprego do verso livre e pelo pessimismo, a liberdade e a morte. Iniciou sua atividade literária pelo simbolismo (misticismo e espiritualidade), e aproximou-se da poesia moderna (versos livres e linguagem coloquial); nos anos seguintes ele persistiu na produção literária e acadêmica (até a sua morte, em 1968). Quanto a suas funções, Manuel Bandeira foi para o Rio de Janeiro junto com a família, onde estudou no Colégio Pedro II e foi aluno de eméritos professores. Em 1903, terminou o curso de Humanidades, a família se muda para… Continue a ler »Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho – Manuel Bandeira – 1886 – 1968  

Roberto Echavarren, 1944 

Roberto Echavarren, 1944    Roberto Echavarren nasceu no Uruguay, em Montevideu, ele é um poeta e tradutor, também um escritor, professor, crítico. Echavarren mudou-se para a Alemanha aos 20 anos de idade, após ganhar uma bolsa de estudos para cursar filosofia, e posteriormente foi para a França, onde obteve seu doutorado na Universidade de Paris; ainda mais tarde, mudou-se para Londres. Lecionou na Europa, onde ministrou aulas na Universidade de Londres, e também nas Américas. Atuou como professor por vinte anos na Universidade de Nova York e deu continuidade à sua carreira docente na Universidade de Buenos Aires (Instituto Rojas) e, atualmente, na Universidade da República (Faculdade de Humanidades). O autor traduziu obras de William Shakespeare, Friedrich Nietzsche, John Ashbery, Wallace Stevens, Paulo Leminski e Haroldo de Campos. Escreveu também monografias sobre autores como Felisberto Hernández e Manuel Puig, além de poesia, romances e ensaios de divulgação. Echavarren produziu mais… Continue a ler »Roberto Echavarren, 1944 

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE   Nosso autor Carlos Drummond nasceu em 1902, em Itabira, no sudeste de Minas Gerais, e viveu grande parte de sua presença no Rio de Janeiro; lá faleceu em 1987. O poeta, contista e cronista são considerados como os maiores produtores do século vinte. Os temas de sua obra são vastos e empreendem desde questões existenciais, como o sentido da vida e da morte, passando por questões cotidianas, familiares e políticas, destacando-se, por vezes, o ‘dialeto mineiro‘. Sua obra literária abrange a poesia e a crônica – 27 resultados; antologia poética – 9; produtos infantis – nove textos; e prosa – 21 obras. Agora, vamos inspirar-nos de alguns poemas de Carlos Drummond de Andrade. Primeiro : “Verbo Ser”. Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando… Continue a ler »CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

QUARO POEMAS – QUATRO AUTORES  

QUARO POEMAS – QUATRO AUTORES   Os poemas nos atarem e criam composições do mais variado género, como por exemplo Mario Quintana, Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade. Primeiramente, vamos nos encantar com a sabedoria de Quintana : “O Tempo”. A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo… Quando se vê, já é 6ª-feira… Quando se vê, passaram 60 anos! Agora, é tarde demais para ser reprovado… E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio seguia sempre em frente… E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.   Mario Quintana (1906 – 1994) é um importante poeta brasileiro, nascido do Rio Grande do Sul, que conquistou o amor do público nacional com as suas composições curtas e cheias de sabedoria. Este… Continue a ler »QUARO POEMAS – QUATRO AUTORES  

POEMAS DE OLAVO BILAC

POEMAS DE OLAVO BILAC   Olavo Bilac nasceu em 1865, no Rio de Janeiro, e faleceu em 1918, também no Rio de Janeiro; o autor foi um poeta, jornalista, cronista e contista brasileiro. Ele recebeu a alcunhado de “príncipe dos poetas brasileiros”, e é considerado o principal autor do parnasianismo no país (onde produziu uma poesia perfeita, baseando-se num ideal de “arte pela arte”). Sua obra poética ficou conhecida não só pelo rigor formal parnasiano, mas também pela divulgação de seus valores cívicos, nacionalistas e republicanos. A maior parte de seus poemas foi reunida no livro Poesias, publicado em 1888 e ampliado em 1902. Escreveu ainda poemas voltados para o público infantil, reunidos no livro Poesias infantis de 1904, e em sua última obra, o livro de sonetos Tarde, publicado em 1919. Além de sua carreira poética, Olavo Bilac foi também uma importante figura pública durante a Primeira República Brasileira, tendo… Continue a ler »POEMAS DE OLAVO BILAC

MARIO QUINTANA

MARIO QUINTANA   Mario Quintana nasceu no Alegrete em 1906, em um município localizado na Região Sudoeste do estado do Rio Grande do Sul, e ele morreu em 1906 na capital, Porto Alegre. Quintana é poeta, tradutor e jornalista brasileiro, considerado um dos principais expoentes da segunda geração do modernismo brasileiro. O autor é conhecido como “o poeta das coisas simples”, e sua obra poética é marcada pela linguagem simples e pela abordagem de temas cotidianos e contemplativos. Suas primeiras letras foram feitas na sua cidade natal, e em 1919 mudou-se para Porto Alegre;  estudou no Colégio Militar e lá publicou suas iniciais produções literárias. Também trabalhou para a Editora Globo e depois na farmácia paterna. Considerado o “poeta das coisas simples”, com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini. Em… Continue a ler »MARIO QUINTANA

POEMAS DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE 1902 – 1987

POEMAS DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE 1902 – 1987   Carlos Drummond de Andrade foi um poeta, contista e cronista brasileiro; criou-se no interior de Minas Gerais e muda-se a partir dos anos quarenta em Rio de Janeiro. O autor é considerado como o mais importante poeta do século XX e tido como o topo da segunda geração do modernismo brasileiro. Os temas de sua obra são vastos e empreendem desde questões existenciais, como o sentido da vida e da morte, passando por questões cotidianas, familiares, como o dialogando, e sempre com correntes tradicionais e contemporâneas de sua época. As características formais e estilísticas de sua obra também são vastas, destacando-se, por vezes, o dialeto mineiro.    Suas obras de literatura abrangem poesia e crônica por mais de trinta produções, e por próximas de dez antologias poéticas, também dez textos infantis, e vinte artigos de prosa.       Através de sua poesia, Drummond foi… Continue a ler »POEMAS DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE 1902 – 1987

JOSÉ LEZAMA LIMA Cuba, 1910-1976

JOSÉ LEZAMA LIMA Cuba, 1910-1976   José Lezama Lima nasceu em Havana, em dezembro de 1910 e faleceu também em sua pátria, Havana, em agosto de 1976; ele é um romancista, ensaísta e poeta, sendo considerado como uma das figuras mais influentes da literatura latino-americana. Seu primeiro livro publicado é “Morte do Narciso”, editado quando tinha vinte e sete anos e tornando-o instantaneamente famoso e os seus temas clássicos. Para além de seus poemas e romances, Lezama Lima escreveu diversos ensaios sobre figuras da literatura mundial como Mallarmé, Paul Valéry, Góngora e Rimbaud, bem como sobre a estética barroca Latino-Americana. Também teve muitos ensaios na expressão americana, descrevendo a sua visão do barroco europeu, a sua relação com os clássicos e com o barroco Americano. Apesar de José Lezama Lima ter se tornado célebre no mundo da poesia, foi com seu romance semiautobiográfico “Paradiso” que o autor melhor expressou seu universo e suas experiências de linguagem; escrito entre as décadas de 1940 e 1960, o texto barroco conta… Continue a ler »JOSÉ LEZAMA LIMA Cuba, 1910-1976

Ángel Campos Pámpano – Recanto do Poeta

Ángel Campos Pámpano Recanto do Poeta Ángel Campos Pámpano nasceu em maio de 1957, em San Vicente de Alcántara, na Espanha, à oeste no limite entre Espanha e Portugal. O autor ele foi poeta, professor e tradutor, ficou conhecido por ser defensor da cultura e da literatura de Portugal. Sua criação poética mais importante é “A Cidade Branca”, em 1988, uma obra pioneira de poesia contemplativa, impressionista e de forte impacto de seu conhecimento e descoberta da cultura portuguesa. Ángel for professor do ensino secundário nos institutos da Estremadura, no limite de Espanha,  e no Instituto Espanhol Giner de los Ríos, em Lisboa; ele foi responsável pela aproximação das relações culturais e poéticas entre as instituições e os indivíduos da região fronteiriça da Estremadura e de Portugal.  Traduziu para o espanhol as obras de importantes autores da literatura portuguesa do século XX, entre eles, Fernando Pessoa, Carlos de Oliveira, António Ramos… Continue a ler »Ángel Campos Pámpano – Recanto do Poeta