Martins Pena, 1815-1848 – O consolidador do teatro no Brasil

Martins Pena, 1815 – 1848 O consolidador do teatro no Brasil   Luís Carlos Martins Pena nasceu no Rio de Janeiro, filho de uma família de posses medianas, seu pai foi desembargador e morreu quando o menino tinha somente um ano de idade, mais adiante, sua mãe casou-se novamente, mas morreu quando ele mal completara dez anos; a seguir, seu padrasto, um militar, deixou-o sob tutela e, seguindo a orientação dos tutores, ingressou na carreira comercial e concluiu em 1835, aos vinte anos, o curso de Comércio. Estudou, ainda, literatura, teatro, desenho, música, arquitetura, história, além de outras línguas; devido a essa competência linguística, Martins Pena ingressou na carreira diplomática, tendo trabalhado principalmente em Londres e em Portugal. Programou seu regresso ao Brasil, e na viagem de volta à pátria, o autor sofreu complicações da tuberculose que adquirira há algum tempo; como consequência, faleceu em Lisboa, em 1848, tendo vivido… Continue a ler »Martins Pena, 1815-1848 – O consolidador do teatro no Brasil

Baruch Spinoza, 1632-1677 – “Só a alegria é boa, unicamente a alegria nos leva ao amor e à convivência com os outros” – Ética, 1677

Baruch Spinoza, 1632-1677  “Só a alegria é boa, unicamente a alegria nos leva ao amor e à convivência com os outros” Ética, 1677   Baruch Spinoza nasce em Amsterdã, em 1632, e morre em Haia, em 1677; é um filósofo holandês de origem sefardita portuguesa, nascido de uma família que fugiu da inquisição lusitana, e é um dos primeiros pensadores do Iluminismo, vindo  a ser considerado um dos grandes racionalistas da filosofia do século XVII. Inspirado pelas ideias inovadoras de René Descartes (1596-1650), Spinoza torna-se uma figura filosófica tão importante ao ponto que suas obras e seu caráter moral levam-no a ser considerado por muitos intelectuais como “o ‘príncipe’ dos filósofos”. Este é só um apodo, mas indica a grandeza de sua obra, apesar de que, talvez, a maioria das pessoas o desconheça. Exatamente este particular incitou-nos a escrever algumas linhas sobre o pensador. Seu nome de batismo significa “Bem-aventurado”,… Continue a ler »Baruch Spinoza, 1632-1677 – “Só a alegria é boa, unicamente a alegria nos leva ao amor e à convivência com os outros” – Ética, 1677

Padre Antônio Vieira, 1608-1697 – “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, 1654

Padre Antônio Vieira, 1608-1697 “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, 1654   Antônio Vieira nasceu em Lisboa, Portugal, e morreu em Salvador da Bahia; viveu durante boa parte do século XVII, considerado como o século das Luzes, na civilização europeia; foi padre jesuíta e também escritor e pregador de renome; sua obra abrange mais de duzentos sermões (os quais estão inscritos como obras essenciais da literatura de língua portuguesa), setecentas cartas, e ainda as chamadas relações  – ou documentos da justiça de segunda instância, além de tratados proféticos, como seu mais célebre, “História do Futuro, a chave do profeta”, onde ele traça uma visão do destino de Portugal e do mundo. Antônio Vieira é considerado um dos grandes nomes da literatura portuguesa, assim como um dos maiores oradores sacros da cristandade. Foi um sábio, portador de vasta cultura, correspondeu-se com os maiores pensadores de seu tempo, cumpriu missão diplomática e… Continue a ler »Padre Antônio Vieira, 1608-1697 – “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, 1654

O Auto da Barca do Inferno, 1517 – Gil Vicente, 1465-1536

O Auto da Barca do Inferno, 1517  Gil Vicente, 1465-1536   O “Auto da Barca do Inferno” é uma obra literária portuguesa do início do século XVI e seu autor é Gil Vicente, cujas datas de nascimento e de falecimento são aproximativas, o que não lhe subtrai em nada a importância de ser considerado o primeiro grande dramaturgo português e poeta de renome. Além de ter sido autor e, eventualmente, ator teatral, também desempenhava as tarefas de músico e encenador de suas peças. É considerado o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico, já que também escreveu em castelhano. Desempenhou, igualmente, a tarefa de mestre de Retórica do rei Dom Manuel I. A obra vicentina reflete a mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, na medida em que erige um verdadeiro inventário de um época em que as hierarquias e a ordem social foram regidas… Continue a ler »O Auto da Barca do Inferno, 1517 – Gil Vicente, 1465-1536

Luigi Pirandello, 1867-1936 – Seis Personagens à Procura de Autor, 1921

Luigi Pirandello, 1867 – 1936  Seis Personagens à Procura de Autor, 1921   “Seis personagens à procura de autor” é o título de uma tragicomédia de autoria do escritor italiano Luigi Pirandello. Uma tragicomédia, como o próprio nome indica, é uma representação teatral que contém elementos trágicos e, igualmente, passagens cômicas; esse tipo de teatro teve seu início com Aristóteles, no século IV a.C., depois progrediu durante o Renascimento europeu e, finalmente, foi revalorizado durante o século XX. Pirandello foi um intelectual brilhante, além de escritor também foi poeta, romancista e, sabemos, dramaturgo; sua obra foi recompensada com o Prêmio Nobel de Literatura em 1934. Nasceu na Sicília, o arquipélago e região localizados no extremo sul da Itália, em uma peque cidade chamada Caos, o que nos permite pensar em calamidade, confusão, desordem dos elementos naturais da vida. Entretanto, nada disso ocorre na vida pessoal do autor; ele foi um… Continue a ler »Luigi Pirandello, 1867-1936 – Seis Personagens à Procura de Autor, 1921

Octavio Paz, 1914-1998 – Autor libertário

Octavio Paz, 1914-1998 Autor libertário   Octavio Paz é um poeta, ensaísta e diplomata mexicano, considerado como um dos mais influentes autores do século XX e um dos maiores poetas de todos os tempos; obteve o Prêmio Nobel de Literatura em 1990 e o Prêmio Cervantes em 1981. Nasceu e morreu na Cidade do México, capital do país de mesmo nome; entretanto, durante boa parte de sua vida, percorreu diversos países e neles habitou por um certo período, seja devido a sua condição de diplomata, seja motivado por convites de autoridades ou ainda de reitores de universidades para proferir cursos de literatura. Já em meados de 1937, foi convidado a participar do Segundo Congresso Internacional de Escritores pela Defesa da Cultura, na Espanha, não em Madri, porque a cidade estava sob o regime franquista, mas em Valência, onde ainda se localizava a sede do governo republicano. Ainda em 1937, de… Continue a ler »Octavio Paz, 1914-1998 – Autor libertário

“Os Ratos”, de Dyonélio Machado

“Os Ratos”, de Dyonélio Machado   Hoje, vamos falar de um livro que, apesar de pouco comentado, tornou- se uma das obras mais importantes da literatura brasileira moderna, além de ter sido homenageado com o prestigioso prêmio Machado de Assis. Trata-se de “Os Ratos”, publicado em 1935 por seu autor, Dyonélio Machado, nascido em nosso estado, na cidade de Quaraí, em 1895, e formado médico psiquiatra pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre.  A capital é adotada pelo autor, aqui é sua morada e local de trabalho durante toda sua existência, até 1985, e é nessa cidade que ocorre a ação do romance. Nele, utiliza-se uma linguagem simples e  direta, poder-se-ia dizer, econômica, onde nem o sentimentalismo nem o entusiasmo estão presentes, mas sim a preocupação e a ansiedade do protagonista, Naziazeno, em obter os 53 mil réis que lhe faltam para quitar a dívida com o leiteiro que entrega… Continue a ler »“Os Ratos”, de Dyonélio Machado

Ida Vitale, Louise Glück – Dois poemas

Ida Vitale, Louise Glück – Dois poemas   Poesia, em grego antigo, é “poiein”, significa fazer, fabricar, construir: é um verbo, portanto; e verbo quer dizer a palavra que indica ação, situação ou mudança de estado; ela é elemento fundamental na expressão de um pensamento, na confecção de um diálogo. Nossa comunicação faz-se com palavras, com verbos, a partir dessa construção de ideias à qual chamamos, inicialmente, “poesia”. Já a palavra verso, por sua vez, expressa a linha de escrita ou ainda “virar” ou “dobrar”; mas por quê? Porque esta é uma metáfora que nos remete ao latim como idioma de agricultores: a comparação é com o ato de trabalhar a terra, quando o boi que puxa o arado completa um sulco e vira em sentido oposto para fazer outro paralelo a ele. Note-se que, em época do grego e do latim clássicos, escrevia-se até o fim da linha e… Continue a ler »Ida Vitale, Louise Glück – Dois poemas

Mario Vargas Llosa, 1936 – “Pantaleão e as Visitadoras”, 1973

Mario Vargas Llosa, 1936 “Pantaleão e as Visitadoras”, 1973   Jorge Mario Vagas Llosa, mais conhecido como Mario Vargas Llosa, é um escritor sul-americano que nasceu em Arequipa, no sudoeste do Peru, sendo esta a segunda cidade mais populosa do país. Além de peruano, ele conta também com a nacionalidade espanhola, desde 1993, e mais tarde, em 2011, foi-lhe concedido o título de marquês, pelo então rei João Carlos I. Vargas Llosa é considerado um dos mais importantes romancistas e ensaístas contemporâneos, suas obras são acolhidas mundialmente com premiações como o Prêmio Nobel de Literatura, em 2010, e ainda o Prêmio Cervantes, o mais destacado em língua espanhola, outorgado pela Academia Real de Espanha, em 1994, dentre outras. O autor começa a publicar seus textos a partir do início dos anos sessenta e, desde então, já conta com mais de cem obras editadas, tendo escrito romances, contos, ensaios, artigos de… Continue a ler »Mario Vargas Llosa, 1936 – “Pantaleão e as Visitadoras”, 1973

O Vermelho e o Negro, 1830 – Stendhal, 1783 – 1842

O Vermelho e o Negro, 1830 Stendhal, 1783 – 1842   Henri Beyle, mais conhecido por seu pseudônimo Stendhal, é um escritor francês reconhecido particularmente por seu romance “O Vermelho e o Negro”, publicado em 1830. Outras obras também participam do renome do autor, tais como “A cartuxa de Parma”, em duas edições, uma de 1839 e outra, refeita em 1841, e cuja história inicia em 1796, quando da chegada do exército de Napoleão em Milão, o que desperta o sentimento de heroísmo e de mudança nos jovens da região, opostos ao continuísmo e ao colaboracionismo com a dominação do império austríaco. Pois bem, voltemos ao ”Vermelho e o Negro”: sendo esta  considerada a obra-prima de Stendhal, para muitos analistas, ela é primordialmente um livro político, enquanto para outros, trata-se de uma construção romântica, e ainda alguns o elogiam como uma profunda análise psicossocial de sua época. Quanto ao título,… Continue a ler »O Vermelho e o Negro, 1830 – Stendhal, 1783 – 1842