Literatura

O Pai Goriot, 1834-1835 – Honoré de Balzac, 1799-1850

O Pai Goriot, 1834-1835 – Honoré de Balzac, 1799-1850   “O Pai Goriot” é um romance do escritor francês Honoré de Balzac, inicialmente publicado em dois fascículos, na Revista de Paris, entre 1834 e 1835, e que finalmente aparece nas livrarias em 1842. Este livro participa das “Cenas da vida privada”, sendo parte da coletânea intitulada “A Comédia Humana”. Considera-se que “O Pai Goriot” estabelece as bases do que será um verdadeiro “edifício”, “A Comédia Humana”, uma construção única em seu gênero, revolucionária e marcadora inicial de um outro modo de escrita, onde encontramos ligações de situações e de personagens entre seus volumes, com referências de um romance a outro, e com caracteres que aparecem e reaparecem em um livro mais adiante; ao todo, o autor escreveu 193 obras e pretendeu, assim, traçar um grande painel da vida em sua época, em seu país e em sua cidade de moradia… Continue a ler »O Pai Goriot, 1834-1835 – Honoré de Balzac, 1799-1850

Canção do exílio, 1847 – Gonçalves Dias, 1823-1864

Canção do exílio, 1847 Gonçalves Dias, 1823 – 1864   Antônio Gonçalves Dias é um poeta brasileiro e ainda em vida foi reconhecido como o “poeta nacional do Brasil”, graças aos temas sobre os quais versou, em suas poesias. Nasceu em Caxias, no Maranhão, e faleceu em um naufrágio no litoral maranhense, quando voltava de uma de suas viagens a Portugal. Além de poeta, foi advogado, jornalista, teatrólogo e etnógrafo, tendo realizado estudos antropológicos junto a aldeias indígenas e onde muito pesquisou sobre as diversas línguas autóctones e as várias manifestações do folclore brasileiro; foi professor no prestigioso Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, e funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros; também realizou, por ordem do governo brasileiro, missões de coleta de documentos em arquivos europeus. É um grande expoente do romantismo brasileiro e da tradição literária conhecida como “indianismo”, onde destaca-se o curto poema épico “I-Juca-Pirama” e muitos… Continue a ler »Canção do exílio, 1847 – Gonçalves Dias, 1823-1864

Franz Kafka, 1883-1924 – O Processo – póstumo, 1925

Franz Kafka, 1883 – 1924 O Processo – póstumo, 1925   Franz Kafka é um escritor austro-húngaro de língua alemã, nasceu em Praga, capital da atual República Tcheca, em 1883, e morreu em Viena, em 1924. Kafka é considerado pelos especialistas como um dos maiores escritores do século XX. Ele foi um cidadão austro-húngaro porque nasceu no antigo império europeu que abrangia a Áustria e a Hungria, sendo que esse império existiu como tal, de 1867 a 1918. Após o ensino primário, ele é admitido no Ginásio de Praga, onde foi sempre um bom aluno e, findo este período, ele começa seus estudos universitários, onde dedica-se inicialmente, à Química, e em seguida passa ao Direito, onde fará sua formatura, além de dedicar-se às Letras e as Artes. Como profissão, trabalhou sempre em companhias seguradoras, inicialmente uma que tratava de situações comerciais, e outra que dedicava-se aos acidentes de trabalho na… Continue a ler »Franz Kafka, 1883-1924 – O Processo – póstumo, 1925

Leon Tolstói, 1828-1910 – Guerra e Paz, 1869 – e – Anna Karenina, 1877

Leon Tolstói, 1828 – 1910  Guerra e Paz, 1869 – e – Anna Karenina, 1877   Leon Tolstói, como chamamos o autor no Brasil, ou Lev Nikolaevitch Tolstói, é um escritor russo amplamente reconhecido como um dos maiores de todos os tempos. Ele deve sua celebridade principalmente a seus romances que descrevem em detalhes a vida de seu povo à época dos tsares, mas também é largamente reconhecido por seus ensaios sobre os poderes civis e eclesiásticos de seu tempo e ainda por colocar em evidência as condições, as regras e as convenções da civilização à época de sua existência. Entre romances, contos, ensaios, biografias e teatro, ele escreveu aproximadamente cem obras, sendo duas delas as mais difundidas em todo o mundo, a saber, “Guerra e Paz”, de 1869, e “Anna Karenina”, publicada em 1877. Tolstói levou dez anos para escrever “Guerra e Paz” e, nesse livro ele traça o… Continue a ler »Leon Tolstói, 1828-1910 – Guerra e Paz, 1869 – e – Anna Karenina, 1877

O Admirável Mundo Novo, 1932 – Aldous Huxley, 1894-1963

O Admirável Mundo Novo, 1932 Aldous Huxley, 1894-1963   Aldous Huxley nasce na Inglaterra, em uma família que se destaca pela inteligência e pela dedicação às ciências, sendo seu avô paterno, Thomas Henry Huxley, considerado como um dos mais importantes cientistas do século XIX, próximo de Darwin, e ainda seu irmão, Julian, é reconhecido por seus estudos sobre a teoria da evolução; já a família de sua mãe é mais dedicada à literatura. Ele é autor de aproximadamente setenta obras, entre romances, ensaios, poemas e duas óperas, mas sua produção mais importante – e impactante – é o romance de pouco mais de 300 páginas, intitulado, em português, “O Admirável Mundo Novo, lançado em sua pátria em 1932 e publicado no Brasil no mesmo ano, edição da Livraria do Globo, de Porto Alegre, com tradução de Lino Vallandro. Tradicionalmente, afirma-se que se trata de uma obra de “antecipação distópica”, o… Continue a ler »O Admirável Mundo Novo, 1932 – Aldous Huxley, 1894-1963

Romanceiro da Inconfidência, 1953 – Cecília Meireles, 1901-1964

Romanceiro da Inconfidência, 1953 Cecília Meireles, 1901-1964   Cecília Meireles é uma poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira, e é a primeira voz feminina de grande expressão na literatura de nosso país, com acima de cinquenta obras publicadas; embora mais conhecida como poetisa, deixou contribuições no domínio do conto, da crônica, da literatura infantil e do folclore. Ainda muito jovem, participa do grupo católico que edita a Revista Festa e, com dezoito anos de idade, após sua formatura pela Escola Normal do Rio de Janeiro, estreou com o livro “Espectros”, publicado em 1919; trata-se de uma coleção de dezessete sonetos de influência marcadamente simbolista, retratando temas históricos ou religiosos. Sabemos que o simbolismo, corrente artística oriunda de França em fins do século XIX, propõe a oposição ao realismo, ao naturalismo e ao positivismo, servindo-se fartamente de metáforas e de temas como os anjos, a morte, enfim, tratando do irreal em… Continue a ler »Romanceiro da Inconfidência, 1953 – Cecília Meireles, 1901-1964

Cronópios – Julio Cortázar, 1914 – 1984

Cronópios Julio Cortázar, 1914 – 1984   Julio Cortázar é um escritor argentino nascido em Bruxelas, em agosto de 1914; no momento de seu nascimento, a família encontrava-se na Bélgica, onde seu pai exercia funções diplomáticas como agregado comercial da embaixada; regressaram à Argentina em 1918, onde Cortázar cumpriu sua educação inicial, frequentou a Universidade de Buenos Aires e trabalhou como professor rural. Em 1951, Cortázar obteve uma bolsa para estudar em Paris, e após, prestou concurso e conseguiu uma colocação como tradutor juramentado na UNESCO, nas línguas francês e inglês. Publicou seu primeiro conto, “Bruxa”, em 1946, daí em diante, colaborou com diversas publicações argentinas, escreveu perto de cem obras, dividindo-se entre romances, novelas, contos, teatro, poesia, artigos para revistas, até destacar-se, a partir dos anos 60, como uma das figuras do chamado “boom” da literatura latina. Essa “explosão” de talentos latino-americanos entre 1960 e 1970, inclui, além de… Continue a ler »Cronópios – Julio Cortázar, 1914 – 1984

Doze contos peregrinos, 1992 – Gabriel García Márquez, 1927 – 2014

Doze contos peregrinos, 1992  Gabriel García Márquez, 1927 – 2014 Os contos a que nos referimos, acima, são ditos peregrinos por uma causa, a saber, seu autor, o escritor colombiano Gabriel García Márquez, estabeleceu cada um dos relatos em uma cidade diferente na Europa, ora Genebra, ou Roma, também Barcelona ou ainda Paris, entre outras. Gabriel García Márquez tem uma vasta obra, escreveu dezenas de livros, entre os quais, os mais notórios são “Cem anos de Solidão”, de 1967, “Crônica de uma morte anunciada”, publicado em 1981, “O amor em tempos de cólera”, 1985, mas também dedicou seu talento à produção de contos, novelas, e diversos artigos jornalísticos, sendo que em todos seus escritos destaca-se sua filiação ao chamado realismo mágico, ainda contando com notas históricas, humorísticas, satíricas ou dramáticas. Compreende-se esse assim chamado realismo mágico como a forma de arte, seja literária ou uma pintura ou ainda um filme,… Continue a ler »Doze contos peregrinos, 1992 – Gabriel García Márquez, 1927 – 2014

O Senhor da torre – Michel de Montaigne, 1533-1592

O Senhor da torre Michel de Montaigne, 1533-1592 Em nossa coluna de hoje, falaremos de um autor que viveu os últimos vinte anos de sua vida confinado em sua torre, localizada em seu castelo; por isso, o chamamos de o Senhor da torre. Este senhor enclausurado chama-se Michel de Montaigne, francês que nasceu e viveu no século XVI, entre os anos de 1533 e 1592, em uma época particularmente atribulada por sectarismos e ambições que terminam nas chamadas guerras de religião, as quais expressam, na realidade, a luta pelo trono, pelo poder. Considera-se Montaigne um filósofo, um escritor humanista e moralista da Renascença, além de um  autor erudito, precursor e fundador das ciências humanas e históricas. Nasceu em uma família abastada, rica em bens materiais como em conhecimentos culturais, e usufruiu de uma educação de excelente qualidade, recebendo aulas em grego e em latim, familiarizando-se com grandes pensadores da Antiguidade… Continue a ler »O Senhor da torre – Michel de Montaigne, 1533-1592

Machado de Assis (1839-1908) – “Missa do galo” (1893)

Machado de Assis (1839-1908) – “Missa do galo” (1893) Joaquim Maria, preto, de saúde frágil, neto de escravos alforriados, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1839 e foi criado pela madrasta, segunda mulher de seu pai, a qual se dedicou ao menino e o matriculou na escola pública; mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender e consta que trabalhou em uma padaria de propriedade de uma senhora francesa, onde aprendeu as primeiras lições de francês. Trabalhou depois em livrarias, o que lhe facilitou a leitura diária de obras clássicas; aos 16 anos de idade, publicou seu primeiro trabalho literário, o poema “Ela”, e aos 17 conseguiu emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional tornando-se, a partir de então, colaborador efetivo de publicações diversas, jornais e revistas, inclusive como tradutor; surge, assim, nosso autor Machado de Assis. Foi poeta, cronista, ensaísta, contista, dramaturgo, romancista e… Continue a ler »Machado de Assis (1839-1908) – “Missa do galo” (1893)