Rosarita Osorio Torres dos Santos

Edgar Morin, 1921 – Terra-Pátria

Edgar Morin, 1921 Terra-Pátria Edgar Morin nasce em Paris, em 1921, é quase centenário, portanto, e seu pensamento mantém-se lúcido e seu espírito continua brilhante, felizmente. Considerado por muitos como um dos maiores pensadores vivos do Ocidente, ele permanece uma pessoa acessível e mantém o prazer e a alegria de expor suas ideias. Morin é filósofo, sociólogo e antropólogo, formado em Direito, História e Geografia; possui uma extensa obra publicada, perfazendo mais de um cento, sejam livros ou cursos, palestras, ainda entrevistas presenciais, quando era possível e, atualmente, via Internet; trata-se de um pensador da “complexidade”, cuja definição parte dele mesmo, qualificando-se como um “construtivista” e precisando: “eu falo da colaboração do mundo exterior e de nosso espirito, para construir a realidade”. Um dos setores de maior influência exercida por Edgar Morin, é, sem dúvida, a educação; segundo ele, o ensino deve ser um despertar para a filosofia, para a… Continue a ler »Edgar Morin, 1921 – Terra-Pátria

Mulheres extraordinárias: Olympe de Gouges, 1748 – 1793

Mulheres extraordinárias Olympe de Gouges, 1748 – 1793 Marie Gouze, conhecida por Olympe de Gouges, nasceu no sul da França, em maio de 1748 e morreu guilhotinada, em Paris, em novembro de 1793; como curiosidade, cerca de três semanas depois da rainha Maria Antonieta; apesar de terem tido o mesmo tipo de morte e no mesmo local, a coincidência entre as duas para por aí; enquanto a rainha foi acusada e executada por traição, visto que participara da fuga de Paris, em 1791, e do projeto de busca de tropas para invadir a capital, no caso de Olympe de Gouges, ela sofreu a pena de morte por suas ideias. Olympe é escritora e tornou-se também política, tendo sido autora da “Declaração dos direitos da mulher e da cidadã”, e ainda de diversos outros textos, todos a favor dos direitos civis e políticos das mulheres e da abolição da escravatura dos… Continue a ler »Mulheres extraordinárias: Olympe de Gouges, 1748 – 1793

Mulheres extraordinárias – Christine de Pizan, 1364 – 1430

Mulheres extraordinárias – Christine de Pizan, 1364 – 1430 Christine de Pizan é considerada como a primeira mulher de letras que viveu de sua produção literária. Sua erudição a distingue dos escritores de sua época, isto é, entre os séculos XIV e XV de nossa era: a autora nasceu em Veneza, em 1364, e morreu em um mosteiro a trinta quilômetros de Paris, em 1430; esse trajeto entre um país e outro ela o fez quando, à idade de quatro anos, em 1438, seu pai, Tomás de Pizan, um renomado médico e sábio italiano, é convidado pela corte do rei Carlos V a exercer suas faculdades de pensamentos científicos em França; ele aceita esse chamado e começa a praticar e a difundir seus amplos conhecimentos abrangentes das matemáticas e até da astrologia; Tomás morre em 1387. A essa época, Christine era casada com um secretário do rei, mas uma epidemia… Continue a ler »Mulheres extraordinárias – Christine de Pizan, 1364 – 1430

Mulheres extraordinárias – Hildegard von Bingen, 1098 – 1179

Mulheres extraordinárias Hildegard von Bingen, 1098 – 1179 Apresentaremos três mulheres excepcionais, de séculos diversos, de percursos também diferentes, mas de inteligências igualmente brilhantes e de alcance que perdura no tempo. Em nosso texto de hoje, vamos discorrer sobre Hildegard von Bingen, uma religiosa beneditina alemã que viveu a maior parte de sua vida no século XII. Ela era dotada de uma personalidade mística, mas exerceu igualmente a medicina de sua época, consagrando-se também ao estudo das plantas e do reino animal, e ainda compôs cânticos para suas abadias e, finalmente, escreveu textos filosóficos apropriados à divulgação de sua crença. Foi  canonizada como Santa da Igreja Católica e, a partir de 2012, ela é reconhecida como Doutora da Igreja, proclamada pelo Papa Bento XVI; ressalte-se que até 1970, só houve doutores da Igreja homens; ela é considerada Doutora da Igreja por sua autoridade excepcional no domínio da teologia, sendo que… Continue a ler »Mulheres extraordinárias – Hildegard von Bingen, 1098 – 1179

Doze contos peregrinos, 1992 – Gabriel García Márquez, 1927 – 2014

Doze contos peregrinos, 1992  Gabriel García Márquez, 1927 – 2014 Os contos a que nos referimos, acima, são ditos peregrinos por uma causa, a saber, seu autor, o escritor colombiano Gabriel García Márquez, estabeleceu cada um dos relatos em uma cidade diferente na Europa, ora Genebra, ou Roma, também Barcelona ou ainda Paris, entre outras. Gabriel García Márquez tem uma vasta obra, escreveu dezenas de livros, entre os quais, os mais notórios são “Cem anos de Solidão”, de 1967, “Crônica de uma morte anunciada”, publicado em 1981, “O amor em tempos de cólera”, 1985, mas também dedicou seu talento à produção de contos, novelas, e diversos artigos jornalísticos, sendo que em todos seus escritos destaca-se sua filiação ao chamado realismo mágico, ainda contando com notas históricas, humorísticas, satíricas ou dramáticas. Compreende-se esse assim chamado realismo mágico como a forma de arte, seja literária ou uma pintura ou ainda um filme,… Continue a ler »Doze contos peregrinos, 1992 – Gabriel García Márquez, 1927 – 2014

Cogito ergo sum – René Descartes, 1596 – 1650

Cogito, ergo sum  René Descartes, 1596-1650 Facilmente reconhecível, essa elocução que consta do título acima é associada a seu autor, o filósofo René Descartes. Vamos discorrer um pouco sobre ele, afinal, ele é a pessoa que, pela primeira vez, admite sua condição de ser humano porque podia reconhecer-se como tal; ele pensou e emitiu sua reflexão de forma peremptória, não deixou dúvida sobre a importância da racionalidade como a grande nota que marca nossa individualidade seja biológica, ou ainda na esfera da vida em sociedade. René Descartes nasceu em 1596, na região central de França, em uma cidade que, atualmente, ostenta seu nome em sua homenagem; morreu em 1650, em Estocolmo, onde foi conselheiro da rainha Cristina desde o ano anterior. Descartes editou inúmeras obras, e escreveu sobre os mais variados assuntos, entre eles, epistemologia, metafísica, física, óptica, matemática, moral, biologia, e princípios do que viria a ser, quase três… Continue a ler »Cogito ergo sum – René Descartes, 1596 – 1650

Aleph, a esfera que tudo reflete – Jorge Luis Borges, 1899 – 1986

Aleph, a esfera que tudo reflete  Jorge Luis Borges, 1899 – 1986 Jorge Luis Borges, escritor argentino, nasceu em Buenos Aires, em agosto de 1899 e morreu em Genebra, Suíça, em junho de 1986. Foi autor de contos, mas também foi ensaísta, poeta e tradutor, além de ter sido igualmente uma figura-chave tanto para a literatura em língua espanhola, como para a literatura universal. Seus dois livros mais difundidos são “Ficções”, uma coletânea de contos, publicada pela primeira vez em 1944,  e “O Aleph”, impresso em 1949, também um conjunto de relatos breves. Essas duas obras conectam-se através de seus temas comuns, como os sonhos, os labirintos, a filosofia, as bibliotecas, os espelhos, autores fictícios, a mitologia europeia, sobretudo a clássica e a anglo-saxã, e ainda as histórias de heróis populares, mesclando a realidade com a fantasia e os feitos com a ficção; como consequência, esses livros contribuíram muito para… Continue a ler »Aleph, a esfera que tudo reflete – Jorge Luis Borges, 1899 – 1986

O Senhor da torre – Michel de Montaigne, 1533-1592

O Senhor da torre Michel de Montaigne, 1533-1592 Em nossa coluna de hoje, falaremos de um autor que viveu os últimos vinte anos de sua vida confinado em sua torre, localizada em seu castelo; por isso, o chamamos de o Senhor da torre. Este senhor enclausurado chama-se Michel de Montaigne, francês que nasceu e viveu no século XVI, entre os anos de 1533 e 1592, em uma época particularmente atribulada por sectarismos e ambições que terminam nas chamadas guerras de religião, as quais expressam, na realidade, a luta pelo trono, pelo poder. Considera-se Montaigne um filósofo, um escritor humanista e moralista da Renascença, além de um  autor erudito, precursor e fundador das ciências humanas e históricas. Nasceu em uma família abastada, rica em bens materiais como em conhecimentos culturais, e usufruiu de uma educação de excelente qualidade, recebendo aulas em grego e em latim, familiarizando-se com grandes pensadores da Antiguidade… Continue a ler »O Senhor da torre – Michel de Montaigne, 1533-1592

“Contos exemplares” (1616) – Miguel de Cervantes (1547-1616)

“Contos exemplares” (1616) Miguel de Cervantes (1547-1616) Miguel de Cervantes Saavedra nasceu em Alcalá de Henares, cidade que se localiza nos arredores da capital espanhola, Madrid, e a data de seu nascimento não é certa, mas provavelmente tenha sido em 29 de setembro de 1547; ele morreu em Madrid, em 22 de abril de 1616, e atualmente, seus restos encontram-se em um monumento erigido em sua honra, na igreja de Santo Ildefonso do convento das Trinitárias. Cervantes foi romancista, poeta, dramaturgo e, quando jovem, foi soldado do rei Carlos I de Espanha, na batalha naval de Lepanto, na Grécia, no ano de 1571. A chamada Liga Santa, da qual Espanha participa, sai plenamente vitoriosa desse episódio contra o Império Otomano, e dele Miguel de Cervantes resultou ferido, perdeu a mobilidade da mão esquerda, o que lhe valeu o apelido de “o manco de Lepanto”. Esse fato será retomado pelo autor,… Continue a ler »“Contos exemplares” (1616) – Miguel de Cervantes (1547-1616)

Um grande amigo!

Um grande amigo! Hoje, dedicamos algumas linhas a um grande amigo: ele é fiel, pois podemos confiar nas palavras que nos transmite, é estável, visto que constante, as novidades não o assustam, ao contrário, ele acaba por aceitá-las, e ainda é muito prestativo, já que ele tem o hábito de nos ajudar; falamos de quem gostamos muito, o dicionário! Um dicionário é uma obra de referência que contém um conjunto de palavras de uma língua ou de um campo do conhecimento, palavras essas apresentadas em ordem alfabética e fornecedoras de uma definição, ou explicação, ou correspondência, tais como sinônimo, antônimo, etimologia. Há dicionários unilíngues, bilíngues e até portadores de palavras em diversas línguas, da mesma maneira que há obras dedicadas a temas especiais, como os dicionários jurídicos, ou do comercio, da geografia, e assim  por diante; ainda há os dicionários que explicam as coisas, os fenômenos, sendo conhecidos como enciclopédias… Continue a ler »Um grande amigo!