John Ashbery – Amanhã é fácil, mas hoje é inexplorado, / Desolado, relutante como toda paisagem / Em ceder as leis de perspectiva

John Ashbery Amanhã é fácil, mas hoje é inexplorado, / Desolado, relutante como toda paisagem / Em ceder as leis de perspectiva (em “Auto-retrato num espelho convexo”, III; 1975)   Temos a honra – e a curiosidade – de conhecermos os poemas deste autor estadunidense nascido em Nova York, em 1927, e que viveu até 2017, igualmente em sua terra natal; ele é um dos maiores poetas americanos do século XX. John Lawrence Ashbery foi um poeta, ensaísta, crítico literário, dramaturgo, tradutor e professor universitário em seu país, e um dos fundadores da chamada Escola de Nova York. Aos dezesseis anos de idade, seus pais o enviaram como interno para a Deerfield Academy, uma escola pública em Massachusetts. Lá, começou a escrever poesia com seriedade. Em seguida, foi para a Universidade de Harvard, onde obteve seu Bacharelado em Artes em 1949, antes de fazer seu Mestrado em Artes (Literatura Inglesa)… Continue a ler »John Ashbery – Amanhã é fácil, mas hoje é inexplorado, / Desolado, relutante como toda paisagem / Em ceder as leis de perspectiva

Antonio Cícero – 6 de outubro de 1945

Antonio Cícero – 6 de outubro de 1945   Antonio Cícero Correia Lima é um dos escritores mais conceituados da literatura brasileira contemporânea, além de poeta também é compositor, crítico literário e filósofo. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL) e assumiu a cadeira 27, em agosto de 2017. Seus familiares veem do Piauí, seu pai foi um dos fundadores do Instituto Superior de Estudos Brasileiros, tendo sido também diretor do BNDE (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), fundado em 1952, e mais adiante, em 1960, ele assume um cargo executivo no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que então acabava de ser criado, e toda a família se transfere para Washington, D.C.; é lá que Antônio Cicero fará seus estudos secundários, por dez anos. De volta ao Brasil, Cicero começa a cursar filosofia na PUC do Rio de Janeiro e, depois, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais… Continue a ler »Antonio Cícero – 6 de outubro de 1945

Baudelaire, 1821 – 1867 – O maior poeta francês do século XIX

Baudelaire, 1821 – 1867 O maior poeta francês do século XIX   Charles-Pierre Baudelaire nasceu em Paris, foi o filho rebelde e genial de Joseph-François e de sua mãe Caroline. Aos seis anos de idade, o menino perde seu pai, e em pouco mais de um ano após, sua mãe se casa com um militar de “caráter rígido” e “espírito estreito”, e a família passa a morar em Lyon. Embora trivial o fato de uma jovem viúva estabelecer novos laços matrimoniais, como no caso de Caroline, mesmo àquela época, muito se comentou que Baudelaire imaginava a atenção exclusiva de sua mãe, o que nunca aconteceu. O fato é que Baudelaire ingressa no internato do Colégio Real de Lyon em 1829, completando seus estudos dez anos depois, no Liceu Louis-le-Grand, então com dezoito anos e já de volta a Paris. Mesmo que não fosse afeito à disciplina e ao ambiente escolar,… Continue a ler »Baudelaire, 1821 – 1867 – O maior poeta francês do século XIX

Nossa poeta mais velha – Ida Vitale

Nossa poeta mais velha   Ida Vitale   Nossa poeta de hoje tem mais de cem anos de idade. Esta é Ida Vitale, poeta, ensaísta, professora, crítica literária e tradutora, ela nasceu em Montevidéu, Uruguai, em novembro de 1923. De 1973 a 1985, emigrou no México e depois viveu nos Estados Unidos, em Austin, e voltando à sua terra natal apenas em 2016; atualmente, vive no Uruguai. A autora é a última representante viva da famosa “geração uruguaia de 45”, o fenómeno social, político e cultural que teve una influência determinante na identidade intelectual contemporânea de seu país de origem. Ida é considerada uma das maiores poetas da América Latina, tendo recebido todos os prêmios literários mais importantes de língua espanhola: o Prêmio Internacional Octavio Paz de Poesia e Ensaio (2009) – que lhe abriu as portas do mundo editorial e literário mexicano, depois, recebeu o Prêmio Internacional Alfonso Reyes… Continue a ler »Nossa poeta mais velha – Ida Vitale

Cecília Meireles – Poemas – “entre o planeta e o sem-fim, / a asa de uma borboleta”  

Cecília Meireles – Poemas “entre o planeta e o sem-fim, / a asa de uma borboleta”   Confesso que estava com saudade da poesia de Cecília e que por isso decidi buscar alguns de seus poemas mais significativos para mim (todos o são, mas alguns deles são essenciais para que se respire melhor). Sabemos que Cecília Meireles nasceu em 1901, no Rio de Janeiro, e que morreu também no Rio de Janeiro, em 1964. No decorrer de sai vida, a autora se tornaria uma das vozes líricas mais importantes da literatura brasileira e que, além de poeta, também foi ensaísta, jornalista, tradutora, folclorista, professora e até pintora: Cecília Benevides de Carvalho Meireles, um verdadeiro orgulho nacional! Cecília ficou órfã de pai mesmo antes de nascer e perdeu a mãe antes dos três anos de idade; foi criada pela avó materna, Jacintha Garcia Benevides, natural da Ilha dos Açores, de quem… Continue a ler »Cecília Meireles – Poemas – “entre o planeta e o sem-fim, / a asa de uma borboleta”  

Dámaso Alonso – Poesias

Dámaso Alonso – Poesias   Este é mais um de nossos autores não conhecidos como deveriam sê-lo, entretanto, apresentamos Dámaso Alonso: ele foi escritor, poeta, filólogo e crítico literário espanhol; nasceu em Madrid em 1898 lá viveu a maior parte de sua vida e lá morreu 1990. Dámaso Alonso destacou-se a tal nível, que chegou a diretor da Real Academia Espanhola, presidente da Revista de Filologia e membro da Academia de História. Seus estudos progrediram ente 1917 e 1928, de tal forma: a família o orientou para a engenharia civil de obras externas, posto que ele era um excelente aluno de matemática, mas o acaso fez com que sofresse uma grave enfermidade da vista, e por isso se consagrou mais à literatura e à filosofia, na Universidade Central de Madrid. Em sua vida, recebeu o Prêmio nacional de poesia da Espanha, em 1927, e o Prêmio Miguel de Cervantes, em… Continue a ler »Dámaso Alonso – Poesias

A resistência do espírito – Edgar Morin, 1921

A resistência do espírito Edgar Morin, 1921   Aos cento e três anos de idade, saudamos a genialidade contemporânea de um dos maiores pensadores em todos os tempos. Edgar Morin, nascido Edgar Nahoum, em 8 de julho de 1921, em Paris, é um antropólogo, sociólogo e filósofo francês. Seria inverossímil definir uma biografia linear ou utilizar o tempo em linha reta para contar a história de Edgar Morin. O Filósofo completou recentemente cento e três anos de vida de uma existência bem vivida e repleta de viagens pelo mundo inteiro e de livros escritos por ele, sendo estes uma centena de obras indispensáveis ao pensamento e às humanidades. Judeu de origem sefardita, Edgar é filho de gregos que se naturalizaram franceses, sua mãe faleceu quando ele tinha apenas nove anos de idade e por isso ele foi criado somente pelo pai. Desde muto jovem dedicou-se à leitura mais diversa, ao… Continue a ler »A resistência do espírito – Edgar Morin, 1921

Rubén Darío, representante do modernismo literário – 1867-1916

Rubén Darío, representante do modernismo literário 1867-1916   O poeta, jornalista e diplomata Rubén Darío nasceu na Nicarágua, foi criado por seus tios-avós na cidade de León, e é considerado o maior representante do modernismo literário em língua espanhola, quando ele inovou a poesia do século XX neste setor. Darío dotou o verso de uma musicalidade distinta e de uma sensibilidade que transcendia os registros; a maneira de entender o gênero de um poeta que concebia o poema como “a cristalização plena e sensorial do instante” pesou muito sobre autores de ambos os lados do Atlântico, como Antonio Machado, recentemente analisado em um de nossos textos. Não se conhece muito sobre seus primeiros anos de vida, embora se saiba que ele era um leitor voraz desde muito cedo; em sua autobiografia, ele mesmo observa: “Eu era uma espécie de criança prodígio. Aos três anos de idade eu já sabia ler,… Continue a ler »Rubén Darío, representante do modernismo literário – 1867-1916

Antonio Machado – “Hoje é sempre ainda”

Antonio Machado “Hoje é sempre ainda”   Antonio Machado nasceu em julho de 1875, em Sevilha, na região de Andaluzía, no sul de Espanha. É o segundo filho – de sete –  em uma família respeitável, de tradição liberal e ligada ao livre pensamento; seu pai foi advogado e anteriormente seu bisavô fora filósofo e pensador conceituado, e seu avô foi Catedrático de Medicina e Ciências Naturais na Universidade de Sevilha. O jovem estudou na Instituição Livre de Ensino, o ILE, o que foi uma experiência pedagógica desenvolvida no país durante mais de meio século e considerada como uma renovação no ensino. Em 1889, pouco antes de quatorze anos de idade, Machado é aceito no Instituto Cisneros, dedicado ao segundo ciclo; em 1895, ainda não terminara seu curso, mas em 1906, se prepara para o concurso público de professor de francês em escolas secundárias, o que ele obteve no ano… Continue a ler »Antonio Machado – “Hoje é sempre ainda”

Jorge Luis Borges – “Não tenho a certeza de que eu exista. Sou todos os escritores que li, todas as pessoas que conheci, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei, todos os meus antepassados.”

Jorge Luis Borges “Não tenho a certeza de que eu exista. Sou todos os escritores que li, todas as pessoas que conheci, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei, todos os meus antepassados.”   Escritor, poeta, crítico literário, tradutor e ensaísta, Jorge Luis Borges nasceu em 1899, na cidade de Buenos Aires, Argentina, e viveu até os 86 anos, falecendo em 1986, em Genebra. Desenvolveu a paixão pelos livros desde criança e por influência da avó paterna, de origem inglesa, evoluiu a fluência do inglês; aos dez anos de idade, publicou no jornal El País a sua tradução para o espanhol do conto “Príncipe Feliz”, de Oscar Wilde.; como se vê, nosso autor foi sempre um aficionado da escrita e da literatura. Em 1914, mudou-se com a família para Genebra, Suíça, para que seu pai pudesse tratar o avanço da perda de visão, e também lá, o… Continue a ler »Jorge Luis Borges – “Não tenho a certeza de que eu exista. Sou todos os escritores que li, todas as pessoas que conheci, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei, todos os meus antepassados.”