Poesia

Dámaso Alonso – Poesias

Dámaso Alonso – Poesias   Este é mais um de nossos autores não conhecidos como deveriam sê-lo, entretanto, apresentamos Dámaso Alonso: ele foi escritor, poeta, filólogo e crítico literário espanhol; nasceu em Madrid em 1898 lá viveu a maior parte de sua vida e lá morreu 1990. Dámaso Alonso destacou-se a tal nível, que chegou a diretor da Real Academia Espanhola, presidente da Revista de Filologia e membro da Academia de História. Seus estudos progrediram ente 1917 e 1928, de tal forma: a família o orientou para a engenharia civil de obras externas, posto que ele era um excelente aluno de matemática, mas o acaso fez com que sofresse uma grave enfermidade da vista, e por isso se consagrou mais à literatura e à filosofia, na Universidade Central de Madrid. Em sua vida, recebeu o Prêmio nacional de poesia da Espanha, em 1927, e o Prêmio Miguel de Cervantes, em… Continue a ler »Dámaso Alonso – Poesias

Jorge Luis Borges – “Não tenho a certeza de que eu exista. Sou todos os escritores que li, todas as pessoas que conheci, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei, todos os meus antepassados.”

Jorge Luis Borges “Não tenho a certeza de que eu exista. Sou todos os escritores que li, todas as pessoas que conheci, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei, todos os meus antepassados.”   Escritor, poeta, crítico literário, tradutor e ensaísta, Jorge Luis Borges nasceu em 1899, na cidade de Buenos Aires, Argentina, e viveu até os 86 anos, falecendo em 1986, em Genebra. Desenvolveu a paixão pelos livros desde criança e por influência da avó paterna, de origem inglesa, evoluiu a fluência do inglês; aos dez anos de idade, publicou no jornal El País a sua tradução para o espanhol do conto “Príncipe Feliz”, de Oscar Wilde.; como se vê, nosso autor foi sempre um aficionado da escrita e da literatura. Em 1914, mudou-se com a família para Genebra, Suíça, para que seu pai pudesse tratar o avanço da perda de visão, e também lá, o… Continue a ler »Jorge Luis Borges – “Não tenho a certeza de que eu exista. Sou todos os escritores que li, todas as pessoas que conheci, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei, todos os meus antepassados.”

Pablo Neruda  

Pablo Neruda   Nosso autor de hoje tem o nome de Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto, é de nacionalidade chilena, nasceu em 1904 na zona central do país e morreu em Santiago, em 1973, sendo que desde os dezesseis anos de idade ele adotou seu pseudônimo – por motivos não relevantes, tampouco esclarecedores – como Pablo Neruda. Ele estudou sempre em seu país e recebeu a educação superior na Universidade do Chile. É considerado um dos artistas mais notáveis e influentes de seu século; também foi senador da República do Chile, pré-candidato à presidência de seu país e embaixador na França. Pablo Neruda teve três casamentos e uma filha, esta tendo vivido por pouco tempo. Entre distinções que lhes foram outorgadas, a Faculdade de Filosofia e Educação da Universidade do Chile concedeu-lhe, em 1962, o título de membro acadêmico “em reconhecimento à sua vasta obra poética de estatura universal”. Em… Continue a ler »Pablo Neruda  

O Motivo de Cecília

O Motivo de Cecília   Em 7 de novembro de 1901, nasceu, no Rio de Janeiro, aquela que se tornaria uma das vozes líricas mais importantes da literatura brasileira e que, além de poeta, também era ensaísta, jornalista, tradutora, folclorista, professora e até pintora: Cecília Benevides de Carvalho Meireles, um verdadeiro orgulho nacional! Cecília Meireles perdeu o pai antes de ela nascer e perdeu sua mãe quando a menina tinha somente três anos de idade; ela foi criada pela sua avó materna, Jacintha Garcia Benevides, natural da Ilha dos Açores, mas que já morava no Brasil há muitos anos. Cecília frequentou a Escola Normal e se formou professora, em 1917; a seguir, trabalhou no Diário de Notícias do Rio de Janeiro, de 1930 a 1933, escrevendo todos os dias sobre educação. Foi ela a responsável pela criação da primeira biblioteca infantil do país, em 1934, no Centro Cultural Infantil do… Continue a ler »O Motivo de Cecília

Poemas de Victor Hugo

Poemas de Victor Hugo   Victor Hugo, às vezes conhecido como o “Homem oceano” ou, postumamente, o “Homem século” – precisamente pela amplidão de sua obra genial – foi um poeta, dramaturgo, escritor, romancista, pintor e cartunista romântico francês. Nasceu em fevereiro de 1802 em Besançon, à leste da França, a sessenta quilômetros da Suíça, e morreu em maio de 1885 em Paris. Ele é considerado um dos escritores mais importantes da língua francesa e da literatura mundial. Hugo também foi uma figura política e um intelectual comprometido que desempenhou um importante papel ideológico e igualmente na história da literatura francesa no século XIX. No teatro, Victor Hugo se estabeleceu como um dos líderes do romantismo francês ao apresentar sua concepção de drama romântico nos prefácios de “Cromwell” (1827) e “Hernani” (1830), os quais foram verdadeiros manifestos, e em suas outras obras dramáticas, em especial “Lucrécia Borgia (1833) e “Ruy… Continue a ler »Poemas de Victor Hugo

Fray Luiz de León – O século de Ouro  

Fray Luiz de León O século de Ouro   O frade – também chamado – Fray Luiz de León, nasceu na cidade de Belmonte (em Cuenca), na região centro-leste de Espanha, em 1527, e morreu em 1591, no centro-oeste de seu país, em Madrigal das Altas Torres (em Ávila). Ele foi um escritor espanhol em castelhano e latim. Além de ser um humanista e um mestre da escola de Salamanca, ele é considerado o maior expoente da literatura ascética – religiosa – renascentista e, juntamente com São Juan de la Cruz, uma das principais figuras da poesia do século XVI, o Período de Ouro da cultura ocidental. Sua obra poética é caracterizada pela sobriedade de seus versos e pela sensibilidade de seus temas. De ascendência judaica, Fray Luiz de León ingressou na Ordem Agostiniana ainda muito jovem, estudou nas universidades de Alcalá de Henares e Salamanca, onde obteve duas cátedras:… Continue a ler »Fray Luiz de León – O século de Ouro  

Jorge de Lima, um autor brasileiro

Jorge de Lima, um autor brasileiro   Jorge de Lima é um autor brasileiro nascido em Alagoas, em 1893, e falecido no ano de 1953, no Rio de Janeiro; ele age de maneira multiface, pois é poeta, romancista, pintor, político, médico, biógrafo, ensaísta  e tradutor. Passou sua infância entre as cidades de União dos Palmares e Maceió, onde seu pai era comerciante, e com quatorze anos escreveu seu primeiro poema, “O acendedor de lampiões”. Em 1908, transfere-se para Salvador, onde inicia seus estudos de Medicina; na Bahia, ele cursa a faculdade durante cinco anos, e a seguir, muda-se para o Rio de Janeiro, onde conclui o curso. Sua tese de doutoramento foi “O destino do lixo no Rio e Janeiro”, pela qual recebeu a orientação do médico e poeta Afrânio Peixoto, e que foi editada em 1914. No mesmo ano, publica seu primeiro livro de poemas em versos alexandrinos –… Continue a ler »Jorge de Lima, um autor brasileiro

Alphonse de Lamartine – 1790-1869 – “O lago”, 1820

Alphonse de Lamartine – 1790-1869 “O lago”, 1820   Nosso autor de hoje chama-se Alphonse de Lamartine, ele nasce em Mâcon, uma região do leste de França, e morre em Paris; ele vem de uma família abastada e ao mesmo tempo dedicada à literatura e às artes em geral: tanto sua progenitora como seus parentes próximos estão arrolados entre os compositores e autores teatrais dos séculos XVIII e XIX. O autor, desde jovem, recebe uma bela educação em boas escolas e vive uma vida de lazer e de reconhecimento pelo nome de sua ascendência, assim como recebe a benesse de sua provisão. Lamartine é um poeta, romancista, dramaturgo, historiador, professor de gramática e de literatura, e também é uma personalidade política que participa intensamente na revolução de 1848 em seu país, quando se proclama a chamada Segunda República provisória de França (de 1848 à aclamação do imperador Napoleão III, em… Continue a ler »Alphonse de Lamartine – 1790-1869 – “O lago”, 1820

Amanhã, ao alvorecer… – Victor Hugo, 1802-1885

Amanhã, ao alvorecer… Victor Hugo, 1802-1885   Talvez o maior nome da cultura de França, mas com certeza, um extraordinário intelectual do século XIX, escrevendo poemas, dramas, romances e ainda desenhando telas repletas de significado social, este é Victor Hugo, nosso talentoso autor que viveu entre 1802 e 1885. Ele é também uma personalidade política muito importante, desde jovem e sempre engajado com o papel ideológico de acolhimento dos mais pobres. Entre suas obras teatrais, destacam-se “Cromwell”, publicada em 1827, “Lucrèce Borgia”, de 1833, e ainda no mesmo ano, “Marie Tudor”, sendo todas obras de sua juventude precoce. Quanto a sua produção poética, esta é vasta desde cedo e até próxima de sua morte: temos as “Odes e Baladas” de 1828, e seguimos a várias antologias, como “Châtiments” (“Punições”), de 1853, “Contemplations” (“Contemplações”), de 1856 e “A Legenda dos séculos”, publicada desde 1859 até 1877 e 1883. Entre seus romances,… Continue a ler »Amanhã, ao alvorecer… – Victor Hugo, 1802-1885

Manoel de Barros, 1916-2014 – A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei.

Manoel de Barros, 1916-2014 A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei.   Manoel de Barros é um dos maiores poetas brasileiros, recebeu treze prêmios literários, entre eles, dois Prêmios Jabutis, o primeiro em 1989, com o livro “O guardador de águas” e o segundo em 2002, com sua obra “O fazedor de amanhecer”. Nasceu em Cuiabá, desde pequeno escreveu poemas, sua primeira obra publicada leva o título de “Poemas concebidos sem pecado”; formou-se em Direito no Rio de Janeiro, foi membro da Academia Sul-mato-grossense de letras, chegou a morar em outros países tais como Bolívia, Peru e Estados Unidos; viveu um bom tempo em Nova York, onde dedicou-se a fazer um curso de artes plásticas e outro de cinema. Voltando à pátria, além de ser o mais aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade nos meios literários, seu colega Carlos Drummond de Andrade, enquanto ainda escrevia, recusou… Continue a ler »Manoel de Barros, 1916-2014 – A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei.