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MARIO QUINTANA

 

Mario Quintana nasceu no Alegrete em 1906, em um município localizado na Região Sudoeste do estado do Rio Grande do Sul, e ele morreu em 1906 na capital, Porto Alegre. Quintana é poetatradutor e jornalista brasileiro, considerado um dos principais expoentes da segunda geração do modernismo brasileiro. O autor é conhecido como “o poeta das coisas simples”, e sua obra poética é marcada pela linguagem simples e pela abordagem de temas cotidianos e contemplativos.

Suas primeiras letras foram feitas na sua cidade natal, e em 1919 mudou-se para Porto Alegre;  estudou no Colégio Militar e lá publicou suas iniciais produções literárias. Também trabalhou para a Editora Globo e depois na farmácia paterna. Considerado o “poeta das coisas simples”, com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel ProustMrs. Dalloway, de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.

Em 1953, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de cultura, que saía aos sábados, e em 1977 saiu do jornal. Em 1940, ele lançou seu primeiro livro de várias poesias, chamado A Rua dos Cataventos, iniciando sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, publicou sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançou para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira. Este recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano, ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar 70 anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.

O poeta tentou por três vezes uma vaga à Academia Brasileira de Letras, mas em nenhuma das ocasiões foi eleito; as razões eleitorais da instituição não lhe permitiram alcançar os vinte votos necessários para ter direito a uma cadeira.

Quanto às obras poéticas do autor, essas chegaram a mais de vinte apontamentos, e por sua vez, Quintana também traduziu diversos livros da melhor qualidade, como Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, e textos de Honoré de BalzacVoltaireVirginia WoolfGraham GreeneGiovanni Papini e Charles Morgan. Além disso, estima-se que Quintana tenha traduzido um sem-número de histórias românticas e contos policiais, sem receber créditos por isso – uma prática comum à época em que atuou na Editora Globo, de 1934 a 1955.

Sobre sua tradução do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, elaborada por Quintana na década de 1980, essa foi publicada no ano de 2017, após a obra entrar em domínio público.

Muitas homenagens e poesias foram dedicadas ao ator, entre elas, indicamos poemas de Manuel Bandeira e Jayme Caetano Braun.

Em Pelotas, há uma escola que recebeu o nome do poeta, e em Porto Alegre, ‘Mário Quintana’ é nome de um bairro da Zona Norte da cidade.

Em 1981, Quintana recebeu o Prêmio Machado de Assis e o Prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano.               

Imensos são seus poemas e emocionantes suas obras; vamos aproveitar um pouco de sua genialidade. Primero : Quem faz um poema abre uma janela. / Respira, tu que estás numa cela abafada, / esse ar que entra por ela. / Por isso é que os poemas têm ritmo / – para que possas profundamente respirar. / Quem faz um poema salva um afogado.

Segundo : Qualquer ideia que te agrade, / Por isso mesmo… é tua. / O autor nada mais fez que vestir a verdade / Que dentro em ti se achava inteiramente nua…

Terceiro : No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas / que o vento não conseguiu levar: / um estribilho antigo / um carinho no momento preciso / o folhear de um livro de poemas / o cheiro que tinha um dia o próprio vento…

Quarto : Canção do dia de sempre / Tão bom viver dia a dia… / A vida, assim, jamais cansa… // Viver tão só de momentos / Como essas nuvens no céu… / E só ganhar, toda a vida, / Inexperiência… esperança… // E a rosa louca dos ventos / Presa à copa do chapéu. // Nunca dês um nome a um rio: / Sempre é outro rio a passar. // Nada jamais continua, / Tudo vai recomeçar! // E sem nenhuma lembrança / Das outras vezes perdidas, / Atiro a rosa do sonho / Nas tuas mãos distraídas…

 

Quinto : Os poemas são pássaros que chegam / não se sabe de onde e pousam / no livro que lês. // Quando fechas o livro, eles alçam voo / como de um alçapão. // Eles não têm pouso / nem porto; // alimentam-se um instante em cada / par de mãos e partem. / E olhas, então, essas tuas mãos vazias, / no maravilhado espanto de saberes / que o alimento deles já estava em ti…

Recebemos o que de melhor nos proporcionou o poeta, Mario Quintana nos faz alçar voo para sempre, a seu lado nos faz melhores !   

 

 

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